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FALANGES NA UMBANDA 

Temos as falanges na umbanda que são entidades que, não são ligadas diretamente a uma linha especifica, ou seja, podem atuar em todos os aspectos que possam ser uteis para o auxílio do irmão necessitado 

FALANGE DOS BAIANOS 
 

Os Baianos trabalham sob a irradiação de diversos Orixás e, evidentemente nem todos são Baianos ou nordestinos. Alegres, brincalhões, adoram festas e apreciam desmanchar trabalhos de magia deletéria, sendo bons conselheiros e orientadores. Gostam muito de dançar, o que, além de ser uma descontraída manifestação de alegria é também uma maneira dirigida de manipulação de energia. Alguns são genuinamente quimbandeiros, identificando-se, portanto, com Exu e Pombogiras, trabalhando na Esquerda. Também se apresentam, muitas vezes, em giras de Caboclos e Pretos-Velhos.

 

Irreverentes e batalhadores representam, ainda, o arquétipo do migrante nordestino a enfrentar o cotidiano com determinação. Procuram esclarecer espíritos de vibração deletéria, contudo, quando isso não é possível, costumam “amarrá-los”, isto é, isolá-los energeticamente, até o dia em que estejam abertos a conselhos e realmente queiram ser ajudados.

 

Apresentação: Chapéu de palha ou de couro, roupa de couro, sotaque e vocabulário tipicamente nordestinos.

 

Bebidas: Água de coco, batida de coco, cachaça.

 

Comidas: Cocada, coco, farofa com carne seca.

 

Fumo: Cigarro de palha.

 

Cores: Laranja ou aquela definida pela entidade.

 

Alguns nomes: Severino, Zé Do Coco, Sete Ponteiros, Zé Baiano, Zé Do Berimbau, Maria Do Alto Do Morro, Zé Do Trilho Verde, Maria Bonita, Gentilero, Maria Do Balaio, Maria Baiana, Maria Dos Remédios, Zé Do Prado, Chiquinho Cangaceiro, Zé Pelintra.


 

FALANGE DOS  BOIADEIROS
 

Também conhecidos como Caboclos Boiadeiros em determinados segmentos Umbandistas. Segundo alguns umbandistas, já foram Exus e transitaram de faixa vibratória. Protetores, utilizam-se do laço e do chicote como armas espirituais contra as investidas de espíritos de vibrações deletérias. Conduzem os espíritos para seu destino e resgatam aqueles que se perderam da Luz.

 

Certamente muito desses espíritos, quando encarnados, lidaram com o gado, em fazendas, comitivas e outros: vaqueiros, tocadores de viola, laçadores, etc. Trabalham para diversos fins, com velas, pontos riscados e rezas fortes. Sua dança é rápida e ágil.

 

Apresentação: Chapéus de couro, laços, bombachas e até berrantes.

 

Saudação: Jetuá, Boiadeiro!

 

Bebidas: fortes, como cachaça com mel, vinho tinto, mas também bebem cerveja.

 

Dia: quinta-feira.

 

Cores: Azul escuro e amarelo. Em algumas Casas também o marrom e/ou o roxo.

 

Comida: carne bovina com feijão tropeiro, também aprecia abóbora com farofa e torresmo.

 

Fumo: Cigarro de palha e fumo de rolo.

 

Alguns nomes: Zé Do Laço, Capitão Do Mato, Zé Vaqueiro, Cerca Viva, Chicote Bravo, Zé Do Berrante, Maria Do Laço, Boiadeira Das Matas.

FALANGE DOS CIGANOS

 

Os ciganos formam Linha bastante antiga de trabalhos na Umbanda. Por vezes, apresentam-se na Linha do Oriente e com ela se confundem. Atuam em diversas áreas, em especial no tocante á saúde, ao amor e ao conhecimento, com tratamentos e características diferentes das de outras correntes, falanges e Linhas. Assim como o povo Cigano, quando encarnado, possui origem antiga e pulverizada em diásporas, caracterizado pelo nomadismo, o Povo Cigano do Astral assenta-se nos mais diversos terreiros de Umbanda. Na espiritualidade, os Ciganos não estão mais afeitos a tradições fechadas e patriarcais terrenas, podendo atuar com mais liberdade; daí afinarem-se á Umbanda, conhecida pelo sincretismo e por abrir as portas a diversas Linhas espirituais.

Alegres e experientes, trabalham utilizando-se de seus conhecimentos mágicos, tanto na Direita quanto na Esquerda. Se existem Exus e Pombogiras Ciganos, há também Ciganos que, por afinidade e/ou por não encontrar outros caminhos numa casa, trabalham na Linha da Esquerda.

 

Apresentação: Trajam vestes e adereços característicos, valendo-se de cartas, runas, incensos, bolas de cristal, numerologia e outros expedientes que lhes são familiares.

 

Cores: Os ciganos gostam de cores vivas e brilhantes. No ritual com espíritos ciganos, nunca é usada a cor preta: nem em roupas, nem em velas, fitas ou outro material qualquer.

 

Alguns nomes: Cigano Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros. Da mesma forma temos as ciganas, como: Esmeralda, Carmem, Salomé, Carmencita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita.

 

 

 

FALANGE DOS EXUS

 

Exu é bastante controvertido e de difícil compreensão – o que certamente o levou a ser identificado com o Diabo cristão. Responsável pelo transporte das oferendas aos Orixás e também pela comunicação dos mesmo é, portanto, seu intermediário. Como reza antigo provérbio, Sem Exu não se faz nada.

 

Seu arquétipo é o daquele que questiona as regras, para que nem sempre o certo é certo ou errado, errado. Assemelha-se bastante ao Trickster dos indígenas norte-americanos. Seus altares e símbolos são fálicos, pois representa a energia criadora, o vigor da sexualidade.

 

Responsável pela vigia e guarda das passagens, é aquele que abre e fecha caminhos, ajudando a encontrar meios para o progresso além da segurança do lar e protegendo contra os mais diversos perigos e inimigos.

De modo geral, o Orixá Exu não é diretamente cultuado na Umbanda, mas sim os Guardiões (Exu) e Guardiãs (Pombogiras)

 

 

Bebida: Cachaça

Cores: preto e vermelho

Dia: segunda-feira

Saudação: Laroiê, Exu !

Comida: Padê

Alguns nomes: Sete Catacumbas, Sete Encruzilhas, Seu Tiriri, Meia Noite.

FALANGE DOS PRETOS - VELHOS

 

Exemplo de humildade, tolerância, perdão e compaixão, os Pretos-Velhos e Pretas-Velhas compreendem, sobretudo, os espíritos que, na roupagem de escravos, evoluíram por meio da dor, do sofrimento e do trabalho forçado. São grandes magos da luz, sábios, portadores de conhecimentos de alta espiritualidade.

Enquanto encarnados, cuidaram de seus irmãos, sustentando a fé nos Orixás, sincretizada com o catolicismo, seus santos e rituais, a sabedoria milenar, a medicina popular e outros. Conhecidos como a sabedoria milenar, a medicina popular e outros. Conhecidos como pais/mães, vovôs/vovós e mais tios/tias, representam a sabedoria construída não apenas pelo tempo, mas pela própria experiência. Guias e protetores na Umbanda, são espíritos desencarnados de muita luz.

Seus nomes geralmente são de santos católicos, acrescidos do topônimo da fazenda onde nasceram ou de onde vieram, ou da região africana de origem. Alguns exemplos: Pai Mané, Pai João, Pai Joaquim.

Pretos-Velhos são verdadeiros psicólogos, tendo ótima escuta para todo e qualquer tipo de problema, sempre com uma palavra amiga para os consulentes, além dos passes, descarregos e outros.

Cor: Branca;

 

Bebidas: Café;

 

Dia: Segunda;

 

Saudação: Adorei as almas!

 

Fumo: Cachimbo.

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